Pensamento...
Nesta espécie de crónica assente na complexidade da atitude humana que se acomoda em vez de lutar pela dignidade existencial, confesso apresentar algumas lembranças autobiográficas apesar de recusar a autobiografia no seu todo. Mas talvez fosse preferível concretizar algumas das situações que aflora mesmo correndo o risco de denunciar. Ou denunciar aqueles que comigo privaram o decurso da vida. Não o fazendo, a fragilidade humana que pretendia acabo por me virar contra a narrativa, jamais se consolida naquilo que me motiva ou, sequer, demonstra perceber para onde caminha. Neste adormecimento e volúpia que são a constante sensibilidade , poderei dizer, em defesa própria, que essas motivações se encontram na própria vida. Mas não será assim em todas as situações que pretendam efectuar um qualquer género de intervenção social? Será pois na diferenciação de rumos que levam a um desenlace de dramatismo muito particular.